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quinta-feira, 2 de março de 2017

Especial Zelda: Revendo Skyward Sword

Skyward Sword foi lançado a um pouco mais de 5 anos atrás em novembro de 2011, faz bastante tempo já, e amanhã finalmente depois de tantos adiamentos será lançado Zelda Breath of the Wild (que infelizmente só poderei jogar a partir do dia 10 devido a demora pra entregar), então vamos olhar novamente ao ultimo jogo principal da franquia. Antes de ler essa matéria no entanto, escute o tema principal do jogo para entrar no clima:



Skyward Sword foi anunciado na E3 2010, com um simples teaser mostrando Link usando os clássicos itens da série mas com os controles de movimento do Wii, comparado com o épico anuncio de Twilight Princess esse realmente foi um desapontamento, ainda mais com o Shigeru Miyamoto tendo problemas no jogando a demo do jogo por causa de interferências com o sinal do Wii Remote; muitas pessoas já não gostavam de controles de movimentos, junto dos gráficos cartunescos as pessoas estavam com um pé atras sobre esse jogo, muitos trailers depois, mostrando a jogabilidade mais bem feita e mais cutscenes as pessoas começaram a gostar mais do que estavam vendo, até que chegou o seu lançamento.


Trailer do Anuncio na E3 2010

Eu ainda me lembro de quando eu comprei esse jogo, era a semana de lançamento, eu tinha escolhido esse jogo como presente de natal, meu pai e eu fomos a unica loja que estava vendendo ele no momento, uma Saraiva Megastore, e com o maior gosto compramos ele, a edição de aniversário de 20 anos que vinha com o CD e até uma luva em português; na época eu não sabia muito da opinião geral das pessoas ou tinha visto spoilers do jogo (fora os trailers), então eu realmente estava jogando sem nenhuma influência, só com a minha própria opinião.
As criticas na época adoraram o jogo, com vários sites dando notas 10 para ele, incluindo a revista japonesa Famitsu, e o jogo foi até nominado como um dos melhores do ano no Game Awards, infelizmente essas opiniões hoje em dia mudaram, com muitas pessoas não gostando tanto dele, principalmente pelo seus controles de movimentos e gráficos não HD, e também pela sua linearidade, algo não muito presente nos jogos da franquia.
Pois bem, essa segunda feira eu terminei o jogo novamente pela terceira vez, vendo o jogo com uma opinião critica e uma mente aberta, antes disso eu realmente gostava muito desse jogo e achava que era um dos melhores jogos do Wii, e agora... essa opinião não mudou muito, eu só gosto dele um pouco menos, justamente por causa dos controles de movimento.

Um dos primeiros trailers do jogo.

Mas vamos analisar o jogo em si antes, esse Zelda é um dos mais cinematográficos que tem, com muitas cutscenes e a estória, apesar de lentamente, está sempre progredindo, quando você joga ele pela primeira vez, certas coisas realmente pegam você de surpresa e você pode não saber a próxima coisa que ira acontecer no momento, claro que se você é um grande fã de Zelda, você ainda ira reparar no clichê de você pegar as três pedras elementais (pedaços de pedra que liberam a próxima área nesse caso) depois você fara mais dungeons para conseguir mais alguma coisa (o fogo da deusa para melhorar a sua espada nesse caso), mas certos momento entre os acontecimentos que avançam a estória mais não são tão fáceis de adivinhar, mas mesmo assim esse jogo segue a formula da franquia ao pé da letra, as coisas que você está acostumado estão aqui, você tem o começo do jogo, algo acontece, você tem que ser o herói e sair de casa numa aventura para salvar o mundo (nesse caso salvar Zelda), então você enfrenta uma dungeon, ganha um item dela, passa para o próxima região, repete isso algumas vezes até algo acontecer e você enfrentar mais dungeons e por ai vai, realmente é o de sempre, mas certas paradigmas são quebrados nesse jogo, por exemplo, Zelda, ela a sua amiga de infância nesse jogo, alguém que é até mais responsável que você (tanto que o jogo começa com ela te acordando para você não se atrasar), e até quando certos personagens vão fazer bullying com você é ela que vai falar por você, em comparação a muitos jogos em que ela quase não aparece e também não faz nada é algo bem diferente, ela tem bastante personalidade aqui, e não só a princesa a ser resgatada... mas como eu já disse ela é raptada e você tem que salvar ela, algo que dura o jogo todo apesar de ela aparacer aqui e ali, você está sempre atrás dela; outra coisa bem diferente é o mundo do jogo, aqui você não tem um mundo enorme para explorar que nem os outros, mas sim o céu que é uma grande área com varias ilhas (incluindo a cidade principal, Skyloft) e pontos de mergulho para você acessar as áreas do jogo que são liberadas assim que você progride no jogo, e assim que você acessa essas áreas chega um dos maiores problemas desse jogo, a sua linearidade, assim que você começa a explorar uma área, você praticamente tem só um caminho "reto" a seguir, pois as áreas do jogo (Faron Woods, Eldin Volcano e Lanaryu Desert) são bem simples em como você atravessa elas, você simplesmente tem um unico caminho que você deve seguir, sem Hyrule Field ou algo assim, algo que tira um pouco daquela liberdade e sentimento de exploração.

A região de Eldin Volcano

As áreas em si são bem feitas no entanto, com cada uma tendo um jeito único de ser atravessada, junto com vários personagens diferentes te acompanhando por cada uma delas (os Kikwi, os Mogmas e os Scrappers) e é bem divertido passar por elas, algo diferente nesse jogo também é que você ganha itens enquanto você explora essas regiões, como o Slingshot, as Digging Mitts e algumas outras, as vezes eles são bem inesperados e aparecem do nada, algo que com certeza é bom; todas as regiões são muito bonitas, mesmo com os visuais limitados do Wii elas são cheias de detalhe e criatividade, e são sempre agradáveis de se revisitar, e todas tem um bom level design que fazem elas sempre serem intuitivas, acessíveis e divertidas.
Faron Woods

Agora falaremos do foco principal do jogo, o combate e a jogabilidade, comecemos pela swordplay, lutar com a espada nesse jogo usando o Wii Remote é bem divertido, pratico e funcional, os controles sempre são responsivos e graças ao Wii Motion Plus (acessório do Wii Remote que deixa os movimentos mais precisos, que é necessário para esse jogo) são sempre precisos, e graças a isso temos vários puzzles diferentes do comum, e alias, cada inimigo é como se fosse um mini puzzle, descobrir como derrotar é algo sempre divertido e gratificante, mas alguns ainda irritam derrotar varias vezes; mas o problema é que esse sistema cansa muito, principalmente por jogar horas e horas, ficar balançando o controle por tanto tempo cansa o braço, além de não ser muito conveniente, pois você tem que ter um pouco de espaço para jogar e tem que ter a barra de movimento do Wii em um lugar apropriado, para varias pessoas que não tem um espaço certo para isso é um saco ficar arrumando, o mesmo vale para os outros controles, o arco, bombas, o bettle, todos funcionam perfeitamente (a maior parte do tempo), mas não são exatamente confortáveis, principalmente o bettle, em que você controla ele usando o Wii Remote, e não pelo analógico, esse em particular não é preciso e não é intuitivo de usar, isso também vale para o loftwing, que controla da mesma maneira, mas o pior e mais frustante são os controles de nadar, eles também são controlados por ficar virando o Wii Remote para os lados, não somente isso doí o pulso mas como é muito ruim de fazer, principalmente quando você leva em conta que você tem varias manobras rápidas para fazer em quanto nada. Mas os itens em si são alguns dos mais criativos da série, principalmente o Bettle, um robô inseto que você controla remotamente para acertar coisas fora do alcance e visão, e mais pra frente no jogo para pegar objetos como bombas e carregar eles para outros lugares, os puzzles envolvendo eles sempre são bons de fazer e não é algo chato ou repetitivo.

Usando o bettle

As Dungeons do jogo não estão entre as melhores da série, mas ainda tem algumas muito boas, como Ancient Cistern ou SandShip são bem diferentes e divertidas, a SandShip em particular tem muitos puzzles criativos que até me fizeram quebrar um pouco a cabeça, com certeza é a melhor dungeon do jogo, as outras ainda tem seus momentos, mas no geral eu acho algumas chatas, todas são bem feitas com certeza, mas não muito boas quando você joga pela terceira vez. 
As side quests desse jogo não são muita coisa a parte, a maioria são curtas e não tem recompensas boas, só os cristais de gratitude que servem para você dar para o personagem Bautreaux e ganhar alguns itens, como pedaços de corações e melhorias de wallets para carregar rupias. Já o sistema de melhorar os seus itens e pegar materiais é uma ótima ideia e muito bem vinda, já que pegar os materiais não é algo difícil e as melhorias sempre são boas.
Os personagens secundários nesse jogo não se destacam muito, alguns tem personalidade mas no geral eles não são muito memoráveis (com uma ou duas exceções, como o Groose, você pode não gostar dele mas com certeza não ira esquecer dele), mas um personagem que você realmente não vai esquecer e pelos motivos errados é a Fi, sua companheira nesse jogo, uma alma que habita sua espada, ela é uma serva da deusa com com a missão de guiar o herói escolhido na sua missão de derrotar Demise, e ela não para de falar, mostrar o obvio toda hora e te lembrar que as baterias do controle estão acabando, eu já vi as baterias vermelhas no canto da tela, para de ficar me lembrando que eu preciso carregar as pilhas, e eu também to vendo que os meus corações tão baixos, não precisa me lembrar disso também! Fora irritante e de "segurar a sua mão" o jogo todo, ela tem alguns pontos aqui e ali, alguns comentários e observações dela são bem engraçados, a sua cena final com o Link é algo que certamente não esquecerei, junto com o apito da espada falando que os meus corações ESTÃO BAIXOS NOVAMENTE!

Fi

Para finalizar, a trilha sonora, ela com certeza é digna de um Zelda, seja os temas das regiões, o tema principal ou os remixes orquestrados de músicas antigas, todas (bom, nem todas) são composições muito bonitas e agradáveis que certamente faram com que você lembre desse jogo.
Skyward Sword é provavelmente o maior divisor de águas da franquia, seja pelos visuais, os controles, a linearidade ou o parceiro irritante, esse é certamente um jogo que não agradou a todos, se eu fosse dar uma nota para ele hoje, seria um 8,5/10, ele certamente tem muitas falhas e está longe de ser um dos melhores Zeldas, entre os Zeldas 3D este é o que eu menos gosto, mas mesmo assim ele ainda é um jogo excelente, que com certeza ainda me diverte muito e coloca um sorriso no meu rosto quando acabo; seu level design criativo (tanto estético quanto o level design em si), seus gráficos vividos e coloridos, suas musicas suaves e épicas, sua jogabilidade divertida (a maior parte do tempo); certamente fazem esse jogo ser uma lenda, e não é pelo fato de ele ser um Zelda, mas sim pelo jogo em si; ele hoje fez o caminho para que a franquia muda-se, uma das razões de Breath of the Wild ser um Open World, é pelo fato das reclamações da linearidade desse jogo, e de tantos paradigmas que ele possui, que estão sendo quebrados, não só pelo Breath of the Wild, mas também A Link Between Worlds e até Tri-Force Heroes, seus erros fizeram com a que a franquia se renovasse, e seus acertos também estão sendo levados para frente (como os materiais que eu falei, estarão presentes em Breath of the Wild), podemos dizer que esse Zelda levou a série em direção a um novo céu.

Obrigado por lerem a matéria, eu pretendo fazer mais matérias especiais no futuro, eu ainda estou aprendendo então qualquer critica sobre a matéria será bem vinda, logo será o amanhecer de um novo dia para a franquia, e que continue assim pelos anos que virão, novamente obrigado a todos e bom jogo.  
     


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